Hemoterapia com o Grupo GSH

Publicado em 22/06/2017


Hemoterapia com o Grupo GSH

Prezado Doutor,

Temos a felicidade de lhe informar que os hospitais da Rede D’Or da cidade do Rio de Janeiro têm agora uma nova equipe de Aférese, coordenada pela Dra Fabiana Conti.

A aférese é uma tecnologia que permite separar um determinado elemento do sangue causador de doença (anticorpos ou células em excesso) através da centrifugação diferencial do sangue, devolvendo os elementos remanescentes (hemácias, plaquetas, leucócitos) ao paciente.

São modalidades terapêuticas da aférese:

PLASMAFÉRESE: Remoção do plasma com a substância patogênica, mais frequentemente anticorpos ou paraproteínas.

LEUCAFÉRESE: Remoção do excesso de leucócitos na hiperleucocitose (leucócitos>100-200.000/m3 nas leucemias agudas.

ERITROCITAFÉRESE: Troca eritrocitária na anemia falciforme (p.ex., síndrome torácica aguda e prevenção de AVC).

TROMBOCITAFÉRESE: Remoção do excesso de plaquetas na trombocitose primária ou secundária (plaquetas > 1.000.000/mm3).

A plasmaférese é a modalidade mais comum. É a 1ª opção de tratamento em doenças neurológicas desmielinizantes como a Síndrome de Guillain Barré (SGB), a Miastenia Gravis e a Neuromielite Óptica. A SGB teve um aumento significativo na incidência acompanhando epidemias de arboviroses (dengue, Zika, Chikungunya) e apresenta boa resposta quando a plasmaférese é iniciada precocemente, prevenindo sequelas neurológicas.

Na Púrpura Trombocitopênica Trombótica, doença hematológica que cursa com plaquetopenia, anemia hemolítica, alteração neurológica e da função renal, febre e presença de hemácias fragmentadas no sangue periférico, permite diminuir a mortalidade de 95% para 5%, sendo o tratamento de 1ª linha da doença.

Pode ser utilizada ainda no tratamento da rejeição humoral no transplante de órgãos sólidos, como renal, cardíaco e pulmão, em doenças renais e algumas doenças autoimunes.

- O que é necessário?
O procedimento requer um kit descartável, um equipamento automatizado de aférese e um acesso venoso que permita bom fluxo sanguíneo, que pode ser uma veia periférica calibrosa ou um cateter central rígido tipo hemodiálise duplo lumen. Não podem ser utilizados cateteres centrais comuns ou tipo Porth, devido ao baixo fluxo.

A reposição volêmica é feita com Soro fisiológico 0,9% e albumina 20% (em média 8 a 12 frascos por sessão) ou plasma fresco congelado. São realizadas em média 5 a 7 sessões, em dias consecutivos ou alternados, dependendo da patologia.

Para evitar a coagulação do sangue no extracorpóreo, utiliza-se solução contendo citrato (ACD-A), quelante de cálcio. Assim, hipocalcemia é um sintoma frequente, o qual pode ser corrigido com a reposição de cálcio durante o procedimento. De forma geral, este é bem tolerado, sendo indicada monitorização nos casos mais graves.

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